O indesejável que tanto amo!
Parece que quando realmente há algo a escrever, as palavras não ajudam, tornam-se insuficientes!!!
Assim me sinto: sem apoio destas que, confesso, sei que nunca tratei com lealdade!
Queria poder traduzir não apenas o verbo fazer, como também o verbo ser... e em conseqüência, o substantivo ser!! O que é o ser em sua essência? O que acontece quando há a descaracterização desses fatores? Quais as regras deste jogo de viver? Ou tudo não passaria de uma brincadeira?
Queria poder me livrar dessa necessidade de explicação... Como? Por quê? Onde? Quando?; Meus desejos são me libertar dessa angústia de dúvidas.. Será? Mesmo? Sério?...
O controle da situação deixou de ser meu, a verdade é que nunca foi! Se pudesse escolher, fazer diferente, ser como a grande minoria (minoria sim!), estaria livre desse sentimento que sufoca e, mesmo sabendo que outros brotariam, preferia que assim fosse.
Grande bobagem do meu existir! Ah, se eu realmente acreditasse em todas as possibilidades, se tudo fosse realmente do jeito que eu sei que é!!
A questão é que às vezes é muito fácil andar olhando pra cima e seguir em frente. Outras vezes simplesmente caminhamos por horas, olhando pra trás, pra direita e esquerda, nos cansamos e, realmente não saímos do lugar! Tudo não passa de uma grande ilusão. Ilusão esta, que eu amo viver!
É, e assim será, porque assim sempre foi?, ou assim sempre foi, porque eu permiti que fosse? Algo nisso tudo não faz sentido! As teorias já não mais batem com realidade. E a verdade, é que por mais dramático que seja, é assim que eu quero, assim que sempre vai ser, porque vou continuar permitindo que seja. Amo assim, do jeito que é.
E que o controle nunca seja meu! Que nunca ninguém me prove que eu realmente estou certa! Que essa angústia dure o quanto for necessário! E que eu continue fazendo parte dessa maioria. Pois é assim que gosto; é por isso que vivo!
Escrito por Katota Nega Velha às 04h10
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